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Arquivos mensais: Novembro 2013

O caos e a Filosofia na Biblioteca

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No Dia Mundial da Filosofia, um resumo da exposição na Biblioteca :

No início era o caos…

Depois, nasceu a Filosofia.

Estar a caminho é questionar.

Ser ou objeto? Conhecido ou conhecedor? Bem ou Mal?

Protágoras entendeu o Homem como a medida de todas as coisas, porém Descartes duvidou metodicamente até concluir “Penso, logo, existo”.

Para Spinoza, a ética trouxe um modo feliz de pensar a vida: ajudar é “não rir, nem chorar, mas compreender”.

Locke acreditava que todos os homens têm direitos naturais, por isso Rousseau dizia que o homem nasce livre e é bom por natureza – a sociedade é que o corrompe.

 Com Kant, racionalizamos que “a crítica pode cortar pela raiz o materialismo, o fatalismo, o ateísmo, a incredulidade dos espíritos fortes, o fanatismo e a superstição, que se podem tornar nocivos a todos e, por último, também o idealismo e o cepticismo, que são sobretudo perigosos para as escolas.”

De Hegel, soubemos que “tudo é inteligível para o ser que, idêntico no seu fundo com o Espírito ou a Ideia infinita, se manifesta no universo concreto graças ao movimento dialéctico: tese, antítese, síntese.” Logo, “tudo o que é racional é real.”

Marx escreve que os “Filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diversas maneiras; mas o que importa é transformá-lo”.

Nietzsche questionará “Será o Homem um erro de Deus, ou Deus um erro dos Homens?”, ao mesmo tempo que afirma “Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos.”

Bertrand Russel dirá que “ o intelecto livre é o motor do progresso humano”, advertindo que “o homem é parte da Natureza, não algo contrário à Natureza.”

Einstein acredita que “Deus não joga aos dados com o universo”, ao mesmo tempo que Wittgenstein estudava a linguagem dizendo que “As fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo.”

O absurdo da existência preocupa Albert Camus e Sartre afirmará que “ o existencialismo é um humanismo”, porque todos somos um ‘eterno vir-a-ser”.

Kuhn mostrará que a ciência não é só um contraste entre teorias e realidade, mas que há diálogo, debate, tensões e até lutas entre os diferentes paradigmas da evolução científica.

Paul Ricoeur voltará à essência do ‘eu’ e questionará o decidir, o agir e o consentir, afirmando a fenomenologia.

Jacques Derrida preocupar-se-á com a linguagem, depois de Ferdinand de Saussure, com a experiência do indecidível, construindo a teoria da desconstrução.

Hoje, a prática existencial do hedonismo ocupa Michel Onfray; Peter Singer reflete sobre uma ética prática, argumentando contra o especismo e chama a atenção para a  injustiça de algumas pessoas viverem em abundância enquanto outras morrem de fome, o que é moralmente indefensável.

Mark Rowlands confronta o especismo com a sua própria perplexidade – a partir da sua relação com um ser não humano escreve: “a incapacidade elimina a culpa. E nós não somos, penso eu, tão facilmente ilibáveis. A omissão de cumprir o dever, quer moral, quer epistémico, uma omissão baseada na falta de vontade e não na incapacidade, subvenciona a maior parte da maldade que existe no mundo. Há, no entanto, um outro ingrediente na maldade, sem o qual nem mesmo a omissão tem qualquer importância: a impotência da vítima.”

Concluindo, o eterno retorno valida infinitamente Epicuro: “Só há um caminho para a felicidade – não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade.”

Afinal, Hipócrates continua atual, porque o quadrado da hipotenusa ainda não deixou de ser igual à soma do quadrado dos catetos!

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S.Martinho de e-leituras na Biblioteca

Em dia de S. Martinho, a Biblioteca propõe e-leituras – ebooks gratuitos.

Uma biblioteca virtual para todos os gostos, sugerida pelo 

professor Carlos Pinheiro :

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A Biblioteca e os concursos

Os concursos estão de volta!

Na Biblioteca da Sá da Bandeira existem as informações

e fazem-se as inscrições –

vamos participar mais uma vez!

A Biblioteca deixa uma inspiração, publicada no Aponta bem:

“NÓS, OS SONHADORES

Há qualquer coisa que nos aproxima.

Nós, os sonhadores, passamos a vida a baixar o vidro do carro para deixar a mão a desenhar ao vento. Ondulamo-la como se um golfinho nos acompanhasse no asfalto, lado a lado.

Nós, os sonhadores, observamos o trajecto das libelinhas e abelhas e zângãos e moscas que embatem no vidro do carro e, com a mesma velocidade que nos lembramos que podíamos ter sido nós a cumprir fatal destino, accionamos o limpa-pára-brisas para sujar ainda mais o vidro. Os semicírculos brancos que se formam em seguida, fazem-nos concordar que as escovas precisam de ser substituídas e, com sorte, pode ser que chova num dia solarengo.

Nós, os sonhadores, após comermos pão com manteiga, tentamos aproveitar as migalhas que se perdem no prato, fazendo pontaria à caneca com um restinho de café. Acertar no alvo pode muito bem melhorar o nosso mundo, dinamizar momentos entediantes e, porque não, o cosmos. Olhamos cá do alto para uma migalha lá no fundo como se de uma galáxia se tratasse.

Depois, nós, os sonhadores, observamos a forma curiosa e única que a mão humana adopta nesse arremesso pericial de migalhas. Enumeramos as suas utilidades e terminamos frequentemente a coçar a cabeça em pensamentos ou a repousar as ideias no queixo, entre o polegar e o indicador, normalmente com o cotovelo a servir de base. Pensamos nos limites do universo.

Dormimos na insónia, acordamos com pavor a obrigações, mas, sempre que possamos, vamos num pulo até à margem de um rio ou à beira-mar no crepúsculo, mesmo que estejamos, em realidade, a ser esborrachados num transporte público alternativo em dia de greve.

Nós, os sonhadores, recusamos deixar fugir uma bola de sabão pelos ares. Rebentamo-la e fazemos em seguida outras tantas até não nos ser possível distinguir uma banheira cheia de espuma de uma garrafa a verter champanhe em cascata.

A música toca na rádio um infindável horizonte que se afasta à medida que nos aborrecemos à procurar de outras frequências, fazendo da ponta do nosso dedo uma caneta numa folha em branco e das nossas vidas um sonho constante.

Nós, os sonhadores, só precisamos de estar acordados.”

nos_sonhadores

 

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